24. Junho 2019

A ponte de Maputo-Katembe ganha o Prémio FULTON 2019 - distinção da Concrete Society of Southern Africa

A ponte de Maputo-Katembe é a maior ponte suspensa de África e o novo símbolo de Moçambique

O Prof. Mark Alexander atribui a Fan Zemin (CRBC) e a Dean Swanepoel (GAUFF Engineering) o Prémio FULTON 2019 para a ponte Maputo-Katembe © Concrete Society of Southern Africa

Foram construídos no total 340 000 m3 de betão para a ponte

A equipa vencedora, da esquerda para a direita: Victor Chen (CRBC), Fan Zemin (CRBC), Basilio Nzunga (EDMS). Lawrence Greene (GAUFF Engineering) e Dean Swanepoel (GAUFF Engineering)

A GAUFF Engineering, juntamente com a China Road and Bridge Corporation, ganharam o Prémio FULTON 2019 com a ponte de Maputo-Katembe. Este prémio é a maior e mais prestigiada distinção para construções e novos avanços na construção em betão nos estados da África Subsariana e é atribuído todos os dois anos pela “Concrete Society of Southern Africa”. A ponte de Maputo-Katembe é composta predominantemente por betão, em que a estrada foi construída a partir de segmentos de aço pré-fabricados.

A cerimónia de entrega dos prémios realizou-se a 8 de junho de 2019 em Drakensberg, na África do Sul. A ponte distinguiu-se na categoria de “Projetos de infraestruturas com um valor superior a 100 milhões de Rands”. O foco da avaliação recaiu no material da construção, o betão, nas suas propriedades, processamento e aspeto, em que a durabilidade do betão assumiu uma importância relevante. Na construção da ponte, para a qual se prevê uma vida útil de 100 anos, foram usados mais de 340 000 m3 de betão, o que corresponde a um volume de 5 022 grandes contentores (40 pés ou 12 metros). Para garantir uma qualidade do betão constantemente elevada durante todo o período de construção, foram fundidos e analisados aprox. 51 000 cubos de amostra em betão. Como substituto económico do cimento, foram aplicados até 40% de cinzas volantes das centrais elétricas na África do Sul, que tiveram uma importância relevante na elevada durabilidade do betão construído e ainda o tornaram particularmente eficiente em termos de recursos.

Além das particularidades relacionadas com o betão, a ponte oferece também outras inovações dignas de nota como, por exemplo, o primeiro asfalto fundido para uma ponte composta por segmentos de aço soldados na África, um sistema de desumidificação ininterrupto para evitar a corrosão nos cabos portantes da ponte suspensa e uma das mais difíceis pontes de avanços sucessivos com uma grande curvatura e inclinação transversal.

A atribuição do prémio é precedida por um meticuloso processo de candidatura e de seleção. Para isso, os locais de construção dos concorrentes são visitados e avaliados por três especialistas de renome. Já em 2017, a equipa do projeto foi distinguida com um Prémio FULTON pelo desenvolvimento do betão inovador. Na história do Prémio FULTON, a ponte de Maputo-Katembe é o único projeto que foi distinguido dois anos seguidos.